Retirar 50% da palha de cana que fica no campo vai incrementar a geração de eletricidade no Brasil

Cana de Açúcar (Foto: José Reynaldo da Fonseca/Wikipédia)

A Matriz Energética brasileira é muito diferente da mundial. Aqui quase metade da energia consumida advém de fontes renováveis, 45,3%. Isso somando o uso da lenha e carvão vegetal, hidráulica, derivados de cana e outras. A eletricidade produzida a partir da biomassa da cana-de-açúcar, atualmente, é responsável por 38,4% da eletricidade gerada no Brasil a partir de fontes renováveis.

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A participação da cana na geração de energia elétrica tende a crescer, e muito, e sua eficácia foi comprovada por estudos como do Projeto Sucre, do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).

O uso da palha de cana-de-açúcar como matéria-prima poderia incrementar a quantidade de energia gerada em cerca de 6%, isso se fosse utilizado 50% da palha disponível nos canaviais, aquela que sobre da colheita. O recolhimento no campo geraria cerca de 140 kg de palha (base seca) por tonelada de cana-de-açúcar. Dessa forma, seria possível gerar aproximadamente 100 TWh de eletricidade, o que supriria 70% do consumo residencial brasileiro, segundo o Balanço Energético Nacional (BEM).

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Quando retirar e como retirar a palha da cana que fica no campo?

Parte dessa resposta foi dada pelo Projeto Sucre que criou um Guia de Remoção Estratégica da Palha.

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A outra parte quem responde é a TMA/DRIA, que criou um conjunto de equipamentos capazes de viabilizar o processo de carregamento-transporte da palha acumulada no campo de forma economicamente viável.

CAFF - TMA/DRIA

O processo começa com o aleiramento e o enfardamento da palha, e culmina no trabalho da Carreta Acumuladora de Fardos, que consegue recolher entre 35 e 40 fardos por hora, cerca de 18 toneladas. A carreta leva os fardos a um determinado ponto onde a plaina frontal faz o trabalho de colocar os fardos na carroceria do caminhão que vai transportar a palha até a usina.

A única Carreta Acumuladora de Fardos 100% nacional é TMA/DRIA, com tecnologia tropicalizada, que significa mais simplicidade de operação e robustez para encarar o árduo trabalho nos canaviais.

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